Escola Secundária Avelar Brotero
Logotipo Facebook
Logotipo Instagram
Logotipo LinkedIn
Logotipo GitHub
Plataforma SIGA Plataforma Inovar Plataforma Moodle
Fotografia da realização do debate interturmas subordinado ao tema 'Corrupção: uma Antiética'

No âmbito das comemorações do Dia Internacional Contra a Corrupção, a Escola Secundária Avelar Brotero acolheu, no dia 10 de dezembro, entre as 9h30 e as 11h20, no auditório da escola, o debate interturmas subordinado ao tema "Corrupção: uma Antiética", dinamizado pelo Professor João Carlos Lopes, Delegado do Grupo Disciplinar de Filosofia.

Fotografia da realização do debate interturmas Fotografia da realização do debate interturmas Fotografia da realização do debate interturmas Fotografia da realização do debate interturmas Fotografia da realização do debate interturmas Fotografia da realização do debate interturmas Fotografia da realização do debate interturmas Fotografia da realização do debate interturmas Fotografia da realização do debate interturmas

A iniciativa, dirigida às turmas do 10.º ano (10.º 1A e 10.º 3A), integrou-se num conjunto mais vasto de atividades promovidas pela Comissão de Ética da ESAB e destacou-se pela sua forte componente pedagógica, participativa e reflexiva. Concebido sob a forma de workshop, o debate teve como principal objetivo problematizar a corrupção enquanto fenómeno ético e social, estimulando o pensamento crítico dos alunos e promovendo a articulação entre identidade pessoal, bem comum e sistemas de regras e valores que orientam a vida em sociedade.

A sessão iniciou-se com a organização dos alunos em grupos de trabalho, aos quais foram distribuídos diferentes materiais de apoio — textos, imagens e questões orientadoras — que serviram de ponto de partida para a análise e discussão de oito grandes temas: os efeitos da corrupção, a relação entre poder e corrupção, a tendência humana para comportamentos corruptos, o desvio de recursos e os prejuízos sociais, o papel do dinheiro na suspensão de valores, a invisibilidade como condição facilitadora da corrupção e, por fim, a questão central da possibilidade de cura ou mitigação deste fenómeno.

As conclusões apresentadas pelos diferentes grupos evidenciaram uma notável maturidade crítica e capacidade de argumentação. Os alunos reconheceram que a corrupção se manifesta em múltiplos níveis — do quotidiano às esferas de maior poder — e que, embora muitas vezes ocorra de forma oculta, pode também estar presente em práticas aparentemente banais. Destacaram ainda os impactos profundamente negativos da corrupção em larga escala, nomeadamente o agravamento das desigualdades sociais, o desvio de recursos essenciais à saúde, à educação e à habitação e a erosão da confiança nas instituições.

No plano ético, o debate revelou posições diversas, mas complementares: se, por um lado, alguns grupos sublinharam a existência de uma tendência humana para a corrupção, associada à tentação do poder e do dinheiro, outros defenderam que não estamos condenados a ser corruptos, salientando o papel decisivo dos valores, da educação ética e da responsabilidade individual. Foram igualmente discutidas medidas concretas de prevenção e redução da corrupção, como o reforço da transparência, a regulação do lobbying, a valorização do serviço público e a importância da denúncia responsável, reconhecendo-se, contudo, a complexidade do problema e a dificuldade da sua erradicação total.

O balanço desta iniciativa é extremamente positivo. O elevado envolvimento dos alunos, a qualidade das reflexões produzidas e a riqueza do debate final confirmaram a pertinência do tema e a eficácia da abordagem adotada. O workshop constituiu um exemplo claro de como a Filosofia pode assumir um papel central na formação cívica dos jovens, contribuindo para a construção de uma consciência ética sólida, crítica e comprometida com os valores da integridade, da justiça e do bem comum.

Esta iniciativa reforçou, assim, o papel da escola enquanto espaço privilegiado de educação para a cidadania e para a integridade, alinhando-se plenamente com os princípios do Código de Conduta da ESAB e com a missão de formar cidadãos atentos, informados e eticamente responsáveis.

Ana Paula Clemente Varela
(Presidente da Comissão de Ética)